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Pós-Operatório 15/07/2026

Cicatriz hipertrófica ou queloide? Como diferenciar, prevenir e tratar depois da cirurgia

Tratamento e prevenção de cicatriz hipertrófica e queloide em Ipatinga com Dra. Aline Gomes

Passaram algumas semanas desde a cirurgia e você percebeu que a cicatriz está mais alta, avermelhada, coçando, talvez até um pouco dolorida. A primeira pergunta que vem à cabeça costuma ser: "será que é queloide?". Nem sempre é. Na maioria das vezes, trata-se de uma cicatriz hipertrófica, que tem comportamento diferente e boas chances de melhorar com o cuidado certo. Neste artigo, explicamos como diferenciar as duas, quem tem mais risco e como a fisioterapia dermato funcional ajuda.

Como uma cicatriz se forma, e por que ela muda por meses

Toda cicatriz é o resultado de um processo natural de reparo da pele. Depois que a ferida fecha, o organismo continua trabalhando por muito tempo: produz colágeno, reorganiza as fibras e remodela o tecido. Essa fase de maturação pode durar de 12 a 18 meses, às vezes mais.

É por isso que uma cicatriz de três meses ainda não é a cicatriz definitiva. E é também por isso que existe uma janela de tempo em que é possível influenciar o resultado. Quanto mais cedo os sinais de alerta forem reconhecidos, maiores as chances de uma cicatriz mais fina, plana e discreta.

Cicatriz hipertrófica e queloide: qual é a diferença?

As duas acontecem quando o organismo produz colágeno em excesso durante a cicatrização. Mas elas se comportam de formas diferentes:

Característica Cicatriz hipertrófica Queloide
Limites Fica restrita à área do corte original Ultrapassa os limites do corte e "invade" a pele ao redor
Quando aparece Geralmente nas primeiras semanas ou meses Pode surgir meses depois e continuar crescendo
Evolução Tende a melhorar com o tempo e com tratamento Raramente regride sozinho e pode voltar após tratamento
Frequência Mais comum Menos comum

A confirmação de qual é o seu caso deve ser feita na avaliação profissional. O mais importante é não esperar "para ver no que dá": nas duas situações, começar cedo faz diferença.

Quem tem mais risco?

  • Pessoas com histórico pessoal ou familiar de queloide ou cicatrizes grossas;
  • Peles mais pigmentadas, que têm maior tendência à formação de queloide;
  • Cicatrizes em áreas de tensão e movimento, como o abdômen baixo (em cirurgias como a abdominoplastia e na cesárea), o colo e os ombros (como na colocação de prótese de silicone);
  • Feridas que demoraram a fechar, tiveram abertura de pontos (deiscência) ou infecção;
  • Pessoas mais jovens, cuja pele produz colágeno com mais intensidade.

Se você se encaixa em algum desses grupos, vale conversar sobre a cicatriz já na avaliação pré-operatória, para que a prevenção comece desde o início.

Sinais de alerta nos primeiros meses

Fique atenta se a cicatriz:

  • está ficando mais alta em vez de mais plana;
  • continua vermelha ou arroxeada depois de dois ou três meses;
  • provoca coceira intensa, ardência ou dor;
  • parece "presa", repuxando a pele quando você se movimenta (aderência);
  • está ficando mais larga ou começando a ultrapassar a linha do corte.

Como a fisioterapia trata a cicatriz

A fisioterapia dermato funcional atua diretamente na qualidade do tecido cicatricial. Na clínica, contamos com o serviço especializado de Tratamento de Cicatrizes. Depois da avaliação, o plano personalizado pode incluir:

  • Mobilização cicatricial e liberação de aderências: técnicas manuais que ajudam a reorganizar as fibras de colágeno e devolver mobilidade à pele. Só começam depois que a cicatriz estiver totalmente fechada e com liberação do cirurgião.
  • Fotobiomodulação (laser de baixa potência): pode ajudar a modular a inflamação e a melhorar a qualidade da cicatrização.
  • Taping: fitas aplicadas de forma específica para reduzir a tensão mecânica sobre a cicatriz.
  • Orientação de cuidados em casa: como massagear, hidratar e proteger a cicatriz no dia a dia.

Em alguns casos, especialmente de queloide, o tratamento é feito em conjunto com o cirurgião ou o dermatologista, que podem indicar recursos médicos complementares. A fisioterapia não substitui esse acompanhamento: ela soma.

O objetivo do tratamento é melhorar a aparência, a textura e a mobilidade da cicatriz. Toda cirurgia deixa cicatriz, e nenhum tratamento é capaz de "apagá-la". O que a fisioterapia busca é a melhor cicatriz possível para o seu caso.

O que você pode fazer em casa

  • Proteja do sol. A exposição solar pode escurecer a cicatriz de forma duradoura. Mantenha a área coberta ou com protetor solar, conforme liberação, por pelo menos seis meses.
  • Hidrate a pele ao redor da cicatriz com os produtos indicados pela sua equipe.
  • Pergunte sobre o silicone. Placas e géis de silicone são bastante usados na prevenção de cicatrizes hipertróficas. Converse com seu cirurgião ou sua fisioterapeuta sobre a indicação e o momento certo de começar.
  • Evite tensão sobre a cicatriz nas primeiras semanas: siga as orientações sobre esforço, postura e uso da cinta.
  • Não coce nem arranque crostas. Pequenas agressões repetidas prolongam a inflamação.

Quanto tempo leva para melhorar?

Depende do tipo de cicatriz, do tempo de evolução e da resposta de cada organismo. Cicatrizes tratadas desde cedo costumam responder melhor. Em geral, a melhora é progressiva ao longo de meses, acompanhando a própria fase de maturação da cicatriz. Na avaliação, conseguimos estimar com mais clareza o que esperar no seu caso.

Perguntas Frequentes

Toda cicatriz alta é queloide?

Não. A maioria das cicatrizes elevadas depois de cirurgias é hipertrófica: fica restrita ao corte e tende a melhorar com o tempo e com tratamento. O queloide ultrapassa os limites do corte.

Cicatriz hipertrófica tem tratamento?

Sim. Ela costuma responder bem a uma combinação de cuidados, como mobilização cicatricial, silicone, proteção solar e recursos fisioterapêuticos, principalmente quando o tratamento começa cedo.

Quando posso começar a massagear a cicatriz?

Somente depois que ela estiver totalmente fechada e com liberação do cirurgião. A técnica correta é ensinada na avaliação.

A fisioterapia ajuda em cicatriz de cesárea?

Sim. A cicatriz de cesárea pode ficar aderida, sensível ou repuxando, e a fisioterapia trabalha justamente esses pontos. Veja também nosso artigo sobre fisioterapia pós-parto.

Cicatriz antiga ainda pode melhorar?

Cicatrizes antigas tendem a responder mais devagar, mas aderências, sensibilidade e mobilidade da pele muitas vezes ainda podem melhorar. Vale fazer uma avaliação.

Sua cicatriz está diferente do esperado?

Agende uma avaliação. Quanto antes, melhor. Atendemos em Ipatinga (Horto e Cidade Nobre) e recebemos pacientes de todo o Vale do Aço.

Agendar pelo WhatsApp: (31) 97162-0109

Dra. Aline Gomes · Fisioterapeuta especialista em Dermato Funcional · Mestre em Bioengenharia (UFMG) · CREFITO 4/354316-F · Publicado em 15/07/2026

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação individual nem as orientações do seu cirurgião ou dermatologista.

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